Clichê cabalístico de 2012

Cultura, Destaque — Por Gabriela Lancellotti em novembro 25, 2009 às 16:23

2012_2

Há umas duas semanas eu fui assistir “2012” com a @thaispontes em um eventozinho legal feito pelos postos Ale (eles têm um blog bem legal, além de um twitter) com pipoca, refrigerante e gente bacana no Cinemark do Shopping Cidade Jardim.

Todas aquelas pessoas e aquelas luzes realmente deram a impressão de que o filme seria tão bom quanto falavam.

Mas acontece que “2012” acaba decepcionando um pouco.

O filme é dirigido por Roland Emmerich, o mesmo diretor (além de produtor e roteirista) de outros filmes cabalísticos como “Independence Day”, “O dia depois de amanhã” e “Godzilla”. Então, claro que era de se esperar que houvesse muitas explosões e perseguições de carro ou avião, gente correndo e muito, mas muito barulho.

“2012” se baseia naquela previsão maia de que o mundo vai acabar em 21 de dezembro de 2012. Começando com um indiano que descobre em 2009 que as previsões do antigo povo estavam certas, o filme segue apressado no começo, com os Estados Unidos descobrindo que o mundo vai acabar e se unindo com outros países mais fortes para se prepararem para 2012.

2012a

Paralelamente, aparece John Cusack interpretando Jackson Curtis, um motorista de limusine separado da mulher. Em uma viagem com os filhos (que ele raramente vê), Jackson descobre por meio de um locutor de rádio um pouco estranho (interpretado por Woody Harrelson) o que vai acontecer com o mundo e tudo o que os grandes governos do mundo já estão fazendo para fugir da destruição.

A partir daí, o filme segue crescendo, tanto em barulho quanto em efeitos especiais e situações improváveis. É justamente aí que ele peca, apelando para muita forçação de barra, diálogos chatos e previsíveis e um final muito, mas muito bizarro.

Tem indiano gênio, família russa, limusine correndo no meio de um terremoto louco e uma Los Angeles sendo violentamente destruída. E, acima de tudo, tem John Cusack (que, convenhamos, precisava de um filme grande assim para aparecer um pouco), o que é sempre divertido pelas caras que ele faz.

Blockbuster puro e com efeitos bem construídos, fica parecendo que o filme não tinha como ter sido feito de outra maneira. Mas mesmo assim, ele saiu pior do que esperávamos. Ele tem tanto clichê, tantos elementos desnecessários e coisas que vemos sempre nesse tipo de filmes que a conclusão ao fim é a seguinte: Emmerich vai produzir Independence Days pelo resto da vida.

Bom, tá. No fim, acaba sendo questão de gosto. Eu não gosto muito de filmes com finais previsíveis e personagens chatos heróicos.

Beijos de quem perdeu quase três horas da vida,
@lancellotti

    2 comentários

  • Geovana disse:

    Eu jamais vou ver esse filme. Não gosto nem de explosão, nem de previsão.
    Prefiro uma coisa assim com vampiros e lobos.
    hehehehehe.

  • Gabriela disse:

    Infelismente perdi 3 horas do meu dia, e até dormi durante o filme, coisa que não acontece quando o filme é bom, concordo com o que falou sobre o filme , muito previsivel e muito hoolywood ;/

Deixe um comentário

Trackbacks

Leave a Trackback

Dica do Dia is Digg proof thanks to caching by WP Super Cache