New York, I Love You

Cultura, Destaque — Por Gabriela Lancellotti em dezembro 20, 2009 às 21:29

E eu que fui hoje me enfiar no HSBC Belas Artes e assistir a dois dos filmes que eu não consegui assistir na última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo?

Então venho bastante contente contar sobre um desses dois filmes: o fofíssimo “Nova York, Eu Te Amo”, que chegou aos cinemas brasileiros na última sexta-feira.

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Logicamente e, mais tarde, farei a inevitável comparação com “Paris, Eu Te Amo”, de 2006. Mas, por enquanto, vão as minhas considerações da produção por si só.

Lançado em 2008 no Festival de Cinema de Toronto, “Nova Iorque, Eu Te Amo” foi grande sucesso de críticas. Tudo porquê, acredito, ele consegue ser muito bem construído sob a direção de onze cineastas, que mesclam muito bem cada um de seus pequenos contos sobre a metrópole norte americana.

Como é de se esperar, as onze historietas falam sobre o amor entre todos os outros sentimentos que uma cidade como Nova Iorque pode causar em uma pessoa. O divertido é que as histórias se entrelaçam e vários personagens de alguns contos aparecem e interagem em outros, tudo muito bem feitinho. E tem mais! O elenco tem Natalie Portman (que também estreia como diretora em uma das histórias), Orlando Bloom, Christina Ricci, Kevin Bacon, Hayden Christensen, Ethan Hawke, Andy Garcia e muitos outros.

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E, bom, né; voltando à comparação com “Paris, Eu Te Amo” (e levando em conta que os dois filmes fazem parte de um mesmo projeto que, olhem só, ainda visa lançar uma produção nos mesmos moldes sobre o Rio de Janeiro), acho que o filme que eu vi hoje deixa um pouco a desejar. Mas, assim: se levarmos em consideração que existem diretores bons e ruins, e que a soma final de boas diereções acaba revelando o quão um filme pode ser bom, “Nova Iorque, eu te amo” não é tão legal quanto o primeiro filme da “série”.

Acho que a quantidade de diretores que perdem um pouco a mão no assunto que querem mostrar é um pouco maior do que no primeiro filme, que consegue nos fazer perceber o estilo de cada diretor e de cada história de uma forma bem mais clara (que são bem mais bonitas, em se tratando de amor). No fim, Paris tem uma cara bem mais leve que Nova Iorque. (tá, sou chata. é só que eu amei muito muito o primeiro filme)

Mas ah, vai. Vou dar os créditos: o filme é muito bem feito. E até acho que essa coisa de não separar claramente as histórias tá um tchan à produção. A gente sai do cinema feliz, afinal; acreditando que o mundo é bem pequeno e que todo mundo pode estar mais ligado do que imagina. Vale a pena, acredito. Até sai do cinema amando um pouco mais São Paulo.

Beijos e boas festas!

@lancellotti

    3 comentários

  • Geovana disse:

    E por falar em São Paulo, eu acho muito mais legal fazer um filme com esta cidade do que o Rio de Janeiro. SP é muito mais glam, rs.
    Mas eu não sei… tenho medo de segundas tentativas. Paris, je t’aime foi tão lindo, tão perfeito, tão sincronizado…
    Basta esperar pelo filme aqui no meu querido (NOT) feudo barbarense.
    SBO, je ne t’aime pas.

  • Rafael disse:

    Essa menina da cadeira de rodas é bem feinha, na moral. E a Christina Ricci tbm. Se eu fosse o Orlando Bloom, fechava a porta na cara dela. hahaha Ficaria com a Julie Christie :D

  • Thais disse:

    Hum… eu gostei muito do Paris eu Te Amo… queria demais um São Paulo ou um Londres ou um Dublin eu te amo, afinal… são as grandes cidades que eu conheço! Vou conferir NY… pessoalmente tb!

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