Onde vive a magia da infância

Cultura, Destaque — Por Gabriela Lancellotti em janeiro 19, 2010 às 17:23

Na última sexta-feira estreou um dos filmes mais fofos que eu já vi na minha vida. E ó que eu já vi filme fofo, viu.

“Onde vivem os monstros” é, na verdade, um livro publicado em 1963 do autor norte-americano Maurice Sendak. Aqui no Brasil não é um livro muito conhecido, mas a certeza é que muita gente vai querer dar uma olhada de perto nessa  história tão gracinha depois de assistir ao filme.

A adaptação é dirigida por ninguém menos que Spike Jonze, o gênio por trás de “Quero ser John Malcovich”. Desta vez, em vez de passear por dentro da cabeça de um homem, Jonze adentra o universo infantil. E o faz com com um tato mais do que especial.

A história fala sobre o lado solitário da infância: um garoto, Max, filho de uma mãe solteira e irmão de uma adolescente, passa o tempo todo quase sozinho. Essa solidão dá espaço para a imaginação do garoto, que vôa solta em brincadeiras e histórias que ele inventa.

Certo dia, após uma malcriação, Max foge de casa e, com um barco, navega até uma ilha distante. Lá, ele encontra um mundo onde vivem os monstros das fantasias de qualquer criança. Monstros estes que ganham as vozes de grandes atores como James Gandolfini (Carol), Lauren Ambrose (KW), Paul Dano (Alexander), Catherine O’Hara (Judith), Forest Whitaker (Ira) e Chris Cooper (Douglas). E eles fazem Max rei.

Com o tempo, Max começa a perceber que nem os personagens de sua fantasia deixam de ter problemas de personalidade, conflitos internos e com outros monstros, relacionamentos amorosos conflituosos. Fica aí o interessante da história: o aprendizado, o ‘cair na real’.

Além de uma boa história, “Onde vivem os monstros” tem uma das fotografias mais bonitas que eu já vi. O filme é lindo, gostoso de ver. E a trilha sonora, é claro, contribui para isso. Karen O, do Yeah, Yeah Yeahs, ganhou inclusive uma indicação ao Globo de Ouro pela faixa “All Is Love”. “Wake Up”, do Arcade Fire, ganhou uma versão diferente para o filme. Sem contar que o garotinho que fez Max é perfeito para o papel de garoto-solitário-assustado.

No fim, vale muito a pena assistir e, talvez, ler o livro depois. A história é linda, o filme é lindo, tudo lindo. E dá aquela sensação gostosa no coração depois de assistir.

Um beijo! @lancellotti

P.S.: Logo mais venho com os comentários do Golden Globes, tudo bem? Aeee.

Tags: , , , , ,

    2 comentários

  • jb disse:

    um dos filmes mais bonitos que eu ja vi na vida. mto boa resenha! parabens

  • Barb disse:

    Na boa detestei… acho q é pq eu não gosto de criança, de bagunça e nem de gritaria e o filme tem as três coisas… e das duas uma ou o filme é mtu bobo ou é cult demais pra mim, eu sinceramente esperei mais

Deixe um comentário

Trackbacks

Leave a Trackback

Dica do Dia is Digg proof thanks to caching by WP Super Cache